Tudo bem, o título é uma pergunta. Eu sou uma pergunta.
É, sinto falta de algo. Alguma coisinha pequena - não sei o quê -, ou grande. Ou sinto falta só porque não tenho e não terei mais (saudosismo e pessimismo pra mim, porque adoro combinações bombásticas).
Tá, passaram 19 anos e passou um ano todo. Passou. Eu passei. Passamos. Ano interessante, por sinal, minha vida é cinematográfica e eu interpreto no cinema mudo. Porque acabo pensando, pensando e falando porra nenhuma. - Não é por maldade, ou é?!, eu só não sei o que dizer na maioria dos casos, nem pra mim, nem pra você, nem pra eles, nem pra nós, nem pra pessoa alguma.
E acaba assim. A gente fica triste - mas foda-se isso! -, e acaba deixando as coisas no ar (porque eu não sei me abrir e odeio "soltar" meus trocentos problemas pra alguém), por maldade, carência ou falta de força. (Eu não sei. Mas e daí, nunca sei de nada mesmo. Na-da!) E a gente discute. E me resta pedir: "Por favor, vamos discutir quando eu estiver triste. Cachorros mortos não sentem mais dor."
Mas eu passo. Sempre passei. Faço aquele tipo bem autista mesmo: "Estou vivendo na brisa e passo..."
Passo sozinha, claro - só falta comentar isso com minha tia, antes que eu tome vitamina de rivotril com leite e coma ormigren ao molho branco -, mas também não é maldade não (ou é. Sou uma pessoa muito ruim)... É só cansaço. É, é isso.
Cansei de discutir, cansei de apontar as coisas, cansei de fazer qualquer tipo de drama. Cansei de sinos e sinais de fogo e de, mesmo não estando nos melhores tempos, tentar passar algo de bom - qualquer coisa -, ou simplesmente deixar uma pessoa feliz; e de tentar previnir, pra não precisar remediar, falar subjetivamente, ou fixar nas coisas boas.
Whatever, meu povo! Eu não fico mais triste; não tenho mais motivo pra me sentir magoada; não sou sentimental pra pensar em "decepção". Eu só passo...
Um dia, a gente abre mão das pessoas em pequenas coisas, se perde por muito pouco. E isso dói. Dói porque penso em uma interrogação, como no título; dói porque a gente se entrega por pouco e dane-se (literalmente).
Doía. Ou melhor, doeu. (Porque eu prefiro o pretérito perfeito, mesmo que o meu "pretérito" seja completamente errado.)
Como estava no último post: "A gente vai ficando e sem perceber." O problema é quando não percebem também, não percebem muita coisa. E não sou eu que vou desenhar. Enquanto a gente acha - acha sim e só - que faz falta, a gente permanece. Mas tem tanta coisa além... E a pergunta se transformou em exclamação, "falta!". A falta que eu não faço. E ainda escolhi e opinei pelos outros, errei.
E tenho a minha vida pra arrumar, e tem coisa que ainda falta nela. Falta eu entrar na minha vida e fazer parte dela, sem esperar por qualquer coisa dada amistosamente. Abro mão, abri.
"Ela tinha mundos dentro dela, mas não pertencia a nenhum." E ela não morreu no final, isso não mata.
Sorte a quem precisar e a mim, que (des)acredito em tudo e preciso de algo pra me sustentar.
"Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora." Impressionante como a Maria Bethânia me convencia quando dizia isso. Só ela mesmo...
Do deleite IV
Há um mês
"eu só não sei o que dizer na maioria dos casos, nem pra mim, nem pra você, nem pra eles, nem pra nós, nem pra pessoa alguma."
ResponderExcluirassino embaixo.
"Eu sou uma pergunta.
ResponderExcluirÉ, sinto falta de algo. Alguma coisinha pequena - não sei o quê -, ou grande. Ou sinto falta só porque não tenho e não terei mais (saudosismo e pessimismo pra mim, porque adoro combinações bombásticas).
Tá, passaram 19 anos e passou um ano todo. Passou. Eu passei. Passamos. Ano interessante, por sinal, minha vida é cinematográfica e eu interpreto no cinema mudo."
Diferença: quase 26 anos e minha vida cinematográfica (como disseram há exatos 7 dias) eu interpreto no cinema gritante.
"E tenho a minha vida pra arrumar, e tem coisa que ainda falta nela. Falta eu entrar na minha vida e fazer parte dela, sem esperar por qualquer coisa dada amistosamente. Abro mão, abri.
"Ela tinha mundos dentro dela, mas não pertencia a nenhum." E ela não morreu no final, isso não mata.
Sorte a quem precisar e a mim, que (des)acredito em tudo e preciso de algo pra me sustentar.
"Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora." Impressionante como a Maria Bethânia me convencia quando dizia isso. Só ela mesmo... "
Idem. E isso é tudo que tenho pra dizer.
Eqto eu fico - ficamos - eles passam por nós, estão lá adiante, e eu fico aqui, de mãos vazias chamando por algo de volta(?). Sei lá pq tanto devaneio em esperar, mas é só isso que sei fazer. Esperar. Es-pe-rar.
Sempre,
Tua,
Tira.
"Tudo bem, o título é uma pergunta. Eu sou uma pergunta.
ResponderExcluirÉ, sinto falta de algo. Alguma coisinha pequena - não sei o quê -, ou grande. Ou sinto falta só porque não tenho e não terei mais (saudosismo e pessimismo pra mim, porque adoro combinações bombásticas)."
(...)
Como estava no último post: "A gente vai ficando e sem perceber." O problema é quando não percebem também, não percebem muita coisa. E não sou eu que vou desenhar. Enquanto a gente acha - acha sim e só - que faz falta, a gente permanece. Mas tem tanta coisa além... E a pergunta se transformou em exclamação, "falta!". A falta que eu não faço."
"'Ela tinha mundos dentro dela, mas não pertencia a nenhum.' E ela não morreu no final, isso não mata."
Não, ela não morreu. Acredite...
=]
Eu te amo,Curtinha!
ResponderExcluirO que aconteces contigo, minha garota?!
Beijinhos!