então, como existe um programa na emissora mais assistida do Brasil - que os anti-sistema chamariam de manipuladora. o que é um absurdo! afinal, a manipulação só existe porque há quem ser manipulado e tudo... - conhecido como "dicas de um sedutor", darei agora o outro lado das dicas.
dicas para aquelas pessoas que são encalhadas (por vontade própria ou não. ou não!) e não querem mais arrumar ninguém (ou não sabem como, perderam a prática... enfim!), dicas para nos conservarmos avulsas(os).
ok, indo para um evento que já não se quer ir. sim, é possível e detestável.
ponto dois: encontrando pessoas com as quais não quer conversar.
terceiro item - o crucial -: alguma alma perdida resolve passar o tempo te cantando.
visivelmente ruim, mas pode piorar (sempre pode!): além de cantar, resolve alugar nosso par de ouvidos.
e o que fazer?
- sair esculhambada(o) é o primeiro passo. se for um bar/restaurante elitizado, vá de chinelos, sem pentear os cabelos, sem maquilagem/perfume (o perfume é essencial, pelo menos pra mim).
. feito esse passo, já te olharão de canto.
mas e se o tiro sair pela culatra? isso aconteceu comigo, não há porque se desesperar. (a princípio parece o fim do mundo, mas não é, acreditem).
passo dois: se sair competindo com a mendiga catadora de lixo não surtiu efeito, ainda restam opções.
por exemplo: mantenha a boca ocupada. fume, fume, fume... fume! não há o que fazer? fume! o tempo demora a passar? acenda um cigarro. as pessoas falam alto demais? concentre-se no ato de tragar e soltar a fumaça. e não param de puxar assunto? coma cigarro com garfo e faca e ignore.
tudo bem, eu penso, ainda tem gente que gosta de fumantes (eu). e então?
o desespero é vivido no terceiro passo. beber! fume e beba. mas nada de fazer social, nunca! fazendo isso pensarão que você, pessoa anti-social, tem linha e educação (nesse ponto a vontade de mandar todos aos diabos é grande, mas controlemo-nos) e isso é a última coisa que queremos mostrar. então beba! beba como um carro velho, beba como se o mundo fosse acabar, como se pudesse dar dengue em álcool, aposte viradas de copos, beba no gargalo, agarre o copo (eu já desenvolvi a mania de sempre sair acompanhada do copo), monopolize a garrafa. mas não esqueça de fumar!
e vem a parte ruim: se você estiver sendo assediada(o) por uma esponja? aí, caros e caras, fu-deu! assim mesmo, bem simples. mas antes de decretarmos derrota, puxemos o último fôlego (se os pulmões baleados nos permitirem) e encaremos a fera.
quarto passo: não pense em arrancar os poucos cabelos que restarem, isso não será bem visto. no quarto e, se Deus for pai, último passo aprenderemos a manter conversas saudáveis. aquelas monossilábicas. "sim", "não", "hum"... opte por "não" e "hum". o "sim" já dá uma abertura muito grande... desnecessária. balançadas leves de cabeça também contam e elas não atrapalham os outros passos (beber e fumar alucinadamente). mas lembrando: nunca sorria!! em hipótese nenhuma, sob nenhum tipo de ameaça, nem aposta e nem nada. pense na morte de alguém (a Dercy, por exemplo, morreu há pouco tempo) e faça cara de velório. a cara de funeral, somada a leves balançadas de cabeça (leves mesmo) e cigarros e álcool, são uma saída inteligente.
temos a cara de brisa também, a cara de ghost, a cara de pau, a cara de cu, a cara sem face (e alma) e por aí vamos... dependendo da hora e da necessidade, a expressão facial se transforma - para pior sempre!
pois é, e se o problema ainda persistir? sim, a essa hora pensamos em suicídio, homicídio, chacina, simulação de seqüestro... e nada é assim acessível. o que fazer?
quinto passo: fale sobre ex. fale de seus ex, atuais, futuros, reais, imaginários, inexistentes, figurantes... chore, grite, fale mal, ria, gargalhe. fingir estar com a pomba-gira também é uma saída. imitar gralhas e taquaras é uma solução. então, ria e se culpe pelo término (real ou não) com a última vítima. diga que traiu, humilhou, chutou, foi culpada(o), destruiu, fez pó... e o compare ao estorvo em questão. fale de todos os defeitos, de como o tal sofreu e o quanto você não fale uma rosca velha amassada pelo diabo.
então já sabemos cinco passos para fugir de um encosto. maaaas! mas se o exu for de encruzilhada escura, só com despacho e reza braba meeeesmo! e se o ebó ainda colar feito chiclete, aí é o tudo ou nada: fugir! vá ao banheiro, simule um desmaio, dê em cima do garçom, diga que esqueceu de dar rivotril ao papagaio caolho da sua tia-avó, que depois de meia-noite vira abóbora.. invente! imaginação sempre vale nessas horas. e fuja! mas fuja com cuidado... nunca sabemos em qual esquina encontraremos mais desses seres pouco evoluídos.
fugir dos outros é arte! porque eu tenho prática!
hahaha
não deveria, mas tenho.
(Ouvindo: Daniela Mercury - Meu Plano. porque me lembra alguém...)
Do deleite IV
Há um mês