sexta-feira, 25 de julho de 2008

Diálogo:

"M: - Tenho que ir. - diz cortando o assunto.
H: - Mesmo? - indaga com certa tristeza na voz.
M: - Não, mas irei.
H: - Pelo menos eu a conheci.
M: - É...
H: - E o que se faz agora? Telefones?
M: - Acaso, por acaso, como hoje.
H: - Em outra livraria, outro café?
M: - Talvez em outra vida.
H: - Você acredita mesmo?
M: - Acredito em nós, sentimentos... - depois de grave, agora sem certeza alguma.
H: - Em tudo, você quis dizer.
M: - Em nada.
H: - Também preciso ir. Tenho que tentar sobreviver a uma vida para te achar na próxima.
M: - Temos uma vida inteira pela frente.
H: - Não sei se isso é bom, ou ruim...
M: - É o que tiver que ser.
H: - Sempre é!
M: - E que rolem os dados!

Despediram-se. Afinal, encontros de uma tarde não podem durar por toda a vida. E a areia marcava o tempo..."

livro, ensaio ou o que for. começo ou final. nada disso...

e eu tenho a predisposição para ficar com o cheiro das pessoas em mim e na roupa. e as outras coisas... outras.

café, cigarros e canetas me fazem perder a hora. - nunca fui pontual.
pessoas me fazem perder a cabeça e o rumo. - e eu já tive os dois...


e eu me pergunto se algo pode durar para toda a vida... e a pergunta só será respondida na próxima e vai ressonar na minha cabeça por certa marcação eterna.


e bom final de semana pra nós!
sub.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"!!!"

e é?
não é!
será? ou seria...

porque a porta sempre fica aberta a chuvas, tempestades, vendavais...

como estava lendo no blog do Arth, no mundinho particular, ninguém entra, ninguém sai. mas no meu, a porta é sempre encostada - e existem janelas ainda -, para saírem quando quiserem; fugirem enquanto puderem; fingirem o quanto souberem; e desaparecerem...

é por isso que nada por aqui é real. tudo beira a loucura, a morte, a desgraça total. tudo aqui acaba, mas não tem fim - lei do bumerangue, minha gente! -, e nem começo. e eu sou capaz de dizer que não presto, ou dizer nada, ainda assim virá um "estou apaixonado por você", ou um "eu te amo", e eu não posso dizer o mesmo... e eu não sinto o mesmo. e eu faço o diabo para afastar - eu não sei terminar relacionamentos -, faço sofrer tanto quanto posso - e sei que vou sofrer mais do que o mundo nesse quesito "amor" -, mas não é o suficiente...

e eu cansei de momentos "good times" e de reviver passados. mas eu meto os pés pelas mãos.
bom, um dia isso acaba. um dia, todos cansam. enfim. até eu já quis muita coisa, quis pouca gente - e nunca fiz questão de demonstrar, como não faço -, talvez nem eu queria mais...
talvez...
talvez!


(
Ouvindo: Arctic Monkeys - Diamonds are forever)

só os diamantes são para sempre! nem eu sou...

"e só de te ver
eu penso em trocar a minha tevê
num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira"

- porque eu posso ouvir uma e escrever a letra de outra, não? eu posso tudo!


"
ou você respeita as regras, ou as transgride sem culpa" - gostei da frase!