segunda-feira, 29 de junho de 2009

Novo endereço:

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Pronto! 7 vezes que é pra dar sorte!

A mesma coisa, em outro domínio.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Desenho de giz.

Uhum, depois de um tempo sem passar por aqui, voltei!
(A filha rebelde retorna. Isso é bíblico, pra quem não conhece.)

Tá, eu não tenho o que dizer, normalíssimo. Mas digo! Por sina, destino, karma, falta do que fazer, os diabos!
Quando não se tem aventuras ou coisa melhor, ainda existem as palavras. Palavras, palavras, bens materiais e eu quero ser enterrada com elas - não, não entrarei na morbidez. Acho incrível o poder que elas tem, exercem, exigem, destinam. Sorte ou azar, num país com um índice de analfabetismo beirando a utopia, nunca saberei se é melhor ter visão ou acompanhar a multidão.
Isso me lembrou o "Ensaio sobre a cegueira", não tinha pensado ainda na mensagem que esse livro/filme passa. Tá aí, mais um ótimo projeto de análise humana, algo antropológico e bem requintado. - Mas continua perdendo para Maquiavel e sua tese sobre o caráter humano em "O Príncipe", aquilo é um delito, uma paixão! A única pessoa que, ao afirmar algo, eu não posso pensar em negar. Depois vamos para Hobbes, Rousseau... Ok, quem leu as máximas dos três vai me chamar de pessimista, péssima e muito bitolada. Não espero o pior da índole humana, só espero o mais selvagem, zoomorfização. Muito bem escrito em "O Cortiço" de Aluísio de Azevedo. "O homem é em suas situações.", perdoem-me, mas esqueci quem disse isso.

Tá, parei com a minha teoria de "o problema é o homem, que estraga seus iguais, toda a sociedade e seu habitat", não tenho instinto tão aguçado para tal.
O que eu queria dizer é: os seres humanos passam por cima de todos pelo que querem (seja isso o que for). E isso não é somente antropológico, é política! Tudo é política, somos seres políticos - unfortunately - e alguns se tornam ainda mais engajados e militantes. Nada contra, mas ninguém me fará lutar por algo que eu não conheça ou aceite. Não dou a cara à tapa por diversão, prefiro beber.




"Bastaria um aceno, um cumprimento
e eu estaria por tantos outonos operando milagres.
E são outonos que se alternam,
frios e quentes e trazem na bagagem
algumas folhas que não resistiram, foram ao chão.
Um aceno, um cumprimento
e cá estou eu,
contando flores, pintando o sete.
Querendo logo o inverno e pulando estações.
A graça de fiar o tempo fazendo qualquer coisa,
o mundo não me devora.
O frio e o vento não me desgastam.
Espero, ainda hoje, com os mesmos olhos de ontem,
mesmo sorriso de antes,
mesma aflição de outrora.
A mesma pessoa, no mesmo lugar - e isso parece nostálgico,
soa meio cotidiano, mas não -,
com a paciência que os poucos e fugazes anos me deram,
a calma de quem sabe o porquê da espera,
o sorriso, porque vale a pena.
...
Uma certa caneta impertinente,
só curiosidade e ela não faz mal.
"Over the rainbow", ou nessa pressa de mundo,
frenético e exigente demais para mim.
Ainda mandarei um postal,
o Rio pode não ser assim tão lindo e sou nada convincente,
não peço ou exijo - bela insegurança.
Às vezes, demonstro.

Eu te espero hoje ou na semana que virá.
Primavera, verão, outono...
E eu te espero com café."



- Ouvindo: Radiohead - Let Down.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Nothing at all.



Política.
Religião?
Futebol...


Sem dinheiro a gente constrói castelos, ou chapas subversivas. Ou chapas subversivas.
Sem aquela de "não quero ganhar, o importante é competir", não sou hipócrita. Pelo contrário, sou rasgada e sincera, até beirar a arrogância. E já que será a minha cara (também) a ser estapeada, eu escolho. Eu escolho.


Malditos princípios, antes tivesse nascido sem.




"I love you, baby!
And if it's quite, all right.
I need you, baby, to warm my lonely night.
I love you, baby, trust in me when I say.
Oh! Pretty baby, don't bring me down, I pray.
Oh! Pretty baby, now that I found you, stay.
And let me love you, baby."

Me deu uma vontade de gritar essa música por aí, na janela, no meio da rua, aqui, em outro estado, só pra mim ou pra todos ouvirem. Farei isso quando minha voz voltar.
Embora não seja necessário, sei disso.
Embora eu precise e disso sei eu.


Afinal de contas, eu posso até dominar o mundo, mas ele é nada quando não temos com quem dividir cada pequena coisa. [/momento clichê. mas eu me dou à liberdade.]

E eu sou tão ruim pra dividir algumas coisas... Tô tentando também.


"But if you feel like I feel, please let me know that it's real."



[Muse: Can't take my eyes off you.]

domingo, 5 de abril de 2009

Only.

Entre um descarte e outro, escrevo aqui. Cigarros, baralho e guaraná - sem café, a gente apela - pro dia nascer feliz!
Porque a Bete balança na madrugada, junto comigo!

E vamos seguindo alguma coisa!

Não tenho ideologia e ouço Cazuza. Quem sabe assim eu adquira uma. Rá! Até parece... Bem, eu não preciso de ideologia pra viver, nem de canudo, nem de promessas. Só de umas poucas loucuras esmagadas entre um dia e outro, um quê de autodestruição (talvez seja assim, a reforma acabou com minha ignorância elíptica), umas rimas bobas e umas invenções macabras. Preciso de coisas fora do lugar, esparramadas pelo sofá, de falas rasgadas e outras extremamentes pensadas - por fim, caladas - e uma companhia que valha a minha insanidade diária e honorária.

Sem aquilo de "não quero dinheiro, quero amor sincero" porque o tempo não para! Amores sinceros, falsos, biscates, entorpecentes... Paixões cadelas e embaralhadas, das mais destrutíveis possíveis. Um pouco de tudo é necessário, me foi necessário para ser o que sou hoje, não que isso seja bom, mas é alguma coisa.

Não vou falar de política, nem de religião, tampouco de futebol (embora eu esteja orgulhosa do Vascão!), quiçá economia. Tá, só uma palavrinha, já que puxei economia: lembrem-se de não financiar apartamento seguindo a tabela Price. Só se tiverem muito dinheiro para apostar... É aquilo: a gente acaba devendo a alma e o resto do corpo também. Mas como eu não tenho um puto no bolso, não penso em comprar mansões, carrões ou coisas do tipo. Tá, tenho os meus delírios, assumo! Mas não revelo...

Dica dada, porque ainda leio jornais e bulas de remédio.




. Dizem por aí .

"Dizem por aí que só valem os clássicos, complexos.
Valho eu, que sou nada disso!
Valemos nós e só isso importa.

Vale a gente por aí, cantarolando e tecendo novos rumos aos prismas do destino.
Ou dando outros sentidos às frases mais clichês
[porque, segundo Clarice, o amor está nas entrelinhas].
Para sempre e até amanhã!
Vamos borrar o céu de vermelho, porque assim não corremos riscos à toa.
A vida nos corrói...

Meros pronomes pessoais sem uso e sem lugar no espaço.
E dizem por aí que o mundo não para por nossa causa.
Dizem por aí.
Dizem por aí...

Depois de perder tempo com tantas águas e correntes contrárias,
[planos furados, vidros quebrados]
nada mais move o moinho, nem as mais bravias.
Diria aos sete céus que só tenho dois olhos e eles ainda escolhem
o que querem ver.

Nós em algum lugar. Na serra, no frio.
Paisagem.
Na cidade escaldante, num tempo corrido.
Serragem.
Em qualquer amanhã e depois, aqui acolá, soprando com a brisa.
Miragem.

Dizem por aí, utopias em planos astrológicos não mentem.
[Nem eu.]
Dizem por aí:
- Balela!

Nós temos nosso tempo-espaço-conjugação,
sem predicados e nem outras pessoas e objetos.
E as minhas aglutinações são de e para.
Tudo esquematizado e extremamente pessoal
[da minha pessoa para a sua]
e só.

Dizem e dizem e que digam mil vezes mais!
Que o mundo dê voltas e rodopios,
guardo meus olhos para olhar os seus.
Porque te espero,
com braços de cais."


Porque às segundas de madrugada eu fico extremamente sentimental. E chacoalhando bem - e com ritmo -, a gente até tira algo que daí (ou não). Chacoalhar é a nova tendência e serve para tudo! Porque a gente inventa e se diverte; podemos fazer o que quisermos mesmo...

Se isso não for convincente, não sei mais como ser...



- Ouvindo: Cazuza - Maior abandonado.

"Eu tô pedindo a tua mão,
me leve para qualquer lado.
Só um pouquinho de proteção
a um maior abandonado."

segunda-feira, 30 de março de 2009

Six secrets.

Puxando pelas memórias do Vic, entrarei na brincadeira. E que Deus me dê a mão!
Segredos... Eu tenho todos, guardo vários e sinto um raro e excessivo medo de mim e de comentá-los com os outros .- Seria isso um dos segredos? Não, ainda não me preparei espiritualmente para entregá-los de mão beijada.
Dividi-los-ei em dois grupos de três. Porque sim; porque eu tenho TOC com o número três. Pro diabo! Eu tenho tantos TOC's quanto posso; não vou nem enumerá-los.

Cigarro em mãos; vamos ao que (não) interessa:

- De um modo meio obscuro, eu me protejo e me forjo em uma imagem auto-suficiente. Não que eu seja assim, dependente, mas as pequenas coisas me atingem forte. E eu sorrio pra disfarçar, pra não chorar, pra concordar. Bebo pra esquecer e porque gosto. Tá aí, o fígado e os pulmões são as coisas que mais gosto em mim - sendo putamente sincera -, eles, diferente de mim, encaram qualquer coisa, sem medo e sem terror.

- Sou saudosista e nostálgica. Embora não seja segredo, eu não revelei e nem me assumi assim, mas fico pensando no passado, no que eu era, como, por que e com quem era. Saudosista porque tenho certo receio em encarar muitas coisas novas, pessoas e amizades. E sim, é por puro medo de sofrer.

- Eu inovo quando não sei fazer as coisas. É bem aquilo, quando a gente não sabe, inventa. Mas sou um tanto quanto arrogante e prática com as coisas (que são e tem que ser práticas). Por exemplo, se alguém fez uma tramóia mirabolante, creio também poder fazê-la.
Altos e baixos da minha estima, que não é "auto" e nem "in, é "out". Porque eu lido muito melhor com o exato que com o subjetivo, com o fato, com o que é. E sei tirar os sentimentos (meus) das situações.

Outro grupo de três, porque aprendi a respeitar as minhas loucuras, todas. Aprendi a me respeitar.

- Me considero um meio termo instável (instável sim, porque nem no meio termo tenho estabilidade). Faço algo relativamente bem em um dia; faço a mesma coisa de modo razoável no outro. E nem é essa de "pular de galho em galho" - mesmo porque, eu odeio essa coisa de pulos e saltos no escuro -, tá mais pra um "estar mais suscetível às coisas adversas em dias diversos".

- Digo também que me imagino tendo um futuro brilhante, uma profissão apaixonante e me divertindo loucamente. Porque eu preciso de adrenalina; preciso ficar acordada até de manhã; preciso beber até não ter mais como (seja por falta de força, falta de dinheiro, falta de espaço no fígado, falta de bares abertos). Isso tudo é porque eu não tenho limites. Quando quero, quero com força. Tendências e teimosia o suficiente para adorar dar murros em ponta de faca.

- Sou uma bela duma preguiçosa. Deixo de fazer muitas coisas por isso. E não tenho atitude para nada. Nos poucos casos que a tenho, me arrependendo loucamente. Porque detesto, tanto quanto posso, demonstrar sentimentos e fragilidades. Isso tudo resulta na cara carrancuda e de poucos amigos - só me restam os bons.

E é isso. Pagamos pra ver. Mas não conheço tantas pessoas que se exponham desse modo, com a nossa filosofia "cara é pra bater". E não serão todas, falo com certeza de causa, que nos darão chance e levarão a mercadoria toda. Infelizmente, comigo é assim: ou tudo, ou nada. E eu não sirvo em banho-maria, o que é uma pena, pois já servi...




- Ouvindo (loucamente, porque nada aqui é normal) uma música que me resume por completo: Maria Rita - Cara Valente.


"Não, ele não vai mais dobrar,
pode até se acostumar; ele vai viver sozinho.
Desaprendeu a dividir.

Foi escolher o mal-me-quer,
entre o amor de uma mulher
e as certezas do caminho.
Ele não pôde se entregar, e agora vai ter de pagar com o coração.

Olha lá, ele não é feliz.
Sempre diz que é do tipo cara valente.
Mas, veja só, a gente sabe;
esse humor é coisa de um rapaz, que sem ter proteção,
foi se esconder atrás da cara de vilão.
Então, não faz assim, rapaz, não bota esse cartaz,
a gente não cai não!

Êê, ele não é de nada!
Óia! Essa cara amarrada é só um jeito de viver na pior
Êê, ele não é de nada!
Óia! Essa cara amarrada é só um jeito de viver nesse mundo de mágoas."

Com algumas e necessárias mudanças de artigos, pronomes e substantivos para o feminino.

sábado, 21 de março de 2009

Sábado à noite, nada parece mudar.

Sério, as madrugadas de sábado andam cada vez mais monótonas. Bem, não me admiraria começar a tricotar em questão de dias, ou semanas.
E nem é nostalgia não - antes fosse! -, é pura falta do que fazer nessa cidade, somada ao meu ótimo humor, simpatia e companhia agradabilíssima.


Ah, cansei. É, sendo bem objetiva, só isso. Cansei de fazer nada, esperar, bolar planos mirabolantes (e neles só eu acredito e aposto minhas velhas fichas) e escrever. Sim, cansei da subjetividade também, vamos escrachar isso aqui.

Daqui a pouco, como todo bom domingo, eu nada farei. Nada além de roer unhas de ansiedade pelo jogo. E pretendo sumir, evaporar, evanescer.

Claro, em plenas 4 da manhã, uma pessoa que joga um jogo qualquer - sério, eu ficarei velha e viciada em qualquer coisa. com medo disso... bem, é bom que pra momentos assim, "all alone, by the way", eu me acompanho. porque eu ando me bastando ultimamente, não é bom, mas é verdade. e eu passarei o site do jogo porque é realmente viciante -, bebe café (tão passado quanto eu) e teima em quebrar a cabeça pra chegar ao final e zerar a bagaça, não pode ser considerada "normal".
Maldita teimosia! Parece até masoquismo. Insistir pra quê? Mas nãããão! Porque deixar as coisas em aberto é demais para o meu caráter (como se eu tivesse muito. hahaha).

Tá, vou terminar o jogo, ou não durmo.

E começa a semana, que rolem os dados!



- Ouvindo: Los Hermanos - Todo carnaval tem seu fim.


"Todo carnaval tem seu fim.
E é o fim."



PS.: Ando pragmática, prática, objetiva e pessimista. Acho que descobri porque sobrei em casa em pleno sábado à noite...


(http://www.superperolas.com/2009/03/19/jogo-viciante/)
O jogo pode não ser bom, mas valeu meu sábado. Porque algo tem que fazê-lo valer...

terça-feira, 17 de março de 2009

Menos, mas...

"Guarde o segredo que te quero,
e conte só os seus pra mim.
Faça de mim o seu brinquedo,
você é meu enredo vem pra cá.

Te quero,
te espero.
Ah! Não vai passar,
O amor não falta, está.

Você pensa em mim,
eu penso em você.
Eu tento dormir,
você tenta esquecer.
Longe do seu ninho, meu andar caminho.
Deixo onde passo os meus pés no chão.
Sou mais um na multidão.

O mar de sol no leito do lar
e nem um rio pode apagar.
O amor é fogo e ferve queimando.
Estou ferido agora eu sigo te amando,
você pode acreditar.

A mesma carta, o mesmo verbo
em sonho, só viver pra ti.
Quem tem a chave do mistério,
não teme tanto medo de amar."


- Mais um na multidão.


E eu que nem da multidão faço parte... Mas sou apaixonada por essa música, nem sei o motivo, mas sou.

"Você pensa em mim, eu penso em você..."
Ah! É porque tudo muda quando a gente perde o medo de sentir as coisas, sempre. Digo por mim, claro, já que sempre fugi de relacionamentos (de todos os tipos, sem exceção).
Mas, às vezes, dá uma vontade de arriscar...
E eu me arrisco.

Afinal de contas, pra que raciocínio lógico? Eu faço Letras mesmo...



Ah sim, recordando certo papo no bar - não que eu seja frequentadora assídua de bares, não é isso, mas a gente tem que aprender com as situações mais diversas -, dizem que a língua é o chicote da alma. E quem sabe manuseá-la consegue tirar o que quer, quando e como quer de uma pessoa.
Outra coisa que discordo - já que discordo de tudo mesmo, até um clichê dizer isso -, sempre achei que os sentimentos estivessem acima das palavras e dos vernáculos, continuo achando. É outra dimensão.
Ou sou eu que não sei me expressar e não gosto de me aprofundar muito com todas as pessoas. É possível, bem viável.
Mas, mesmo assim, sempre tive tudo estampado na testa - quer isso seja bom, quer seja ruim.


E o Clodovil morreu... Não direi que sinto muito - nem poderia -, mas não gosto muito da idéia de "não-existência" de quem quer que seja.

De um modo engraçado, me sentindo como se nada me prendesse, como se eu pudesse fazer o que quisesse, ir aonde desejasse.
Estranho, estranho. Um tanto quanto surreal.


- Ouvindo: A musiquinha acima e Deborah Blando - Innocence.

sábado, 14 de março de 2009

Filosofia de botequim.

Então, umas cervejas, uma cachaça e somos todos ótimos críticos-filósofos-historiadores-roteiristas e bebuns com consciência social.

A análise do super-homem foi feita no bar. A cada dia me certifico mais.

Ótimo!

Filosofias de boteco não salvam o mundo, não mudam nada nessa vida e não transformam pessoas - pergunto-me o que transformaria um ser em humano.
Desde o "ser", como na oração: "Eu sou.". E é uma coisa simples, rasgada, indolor. O que mata é o predicativo do sujeito - que, diabos, eu sou?! -, mas só em uma certa análise sintática (antes fosse sintética). E aí entram as complicações, cada um examina um mero "eu sou" de um modo; cada qual vê no estado inicial do ser o princípio - ou fim - de algo. Várias gramáticas que só servem para dar nós em estudantes meio subversivos. E a guerra de uma afirmação pessoal...
Eu sou contra o mundo. Eu sou o mundo.

Chegamos a uma conclusão que tudo é.

(Acendo um cigarro, bebo um gole de café. Porque "ser" é doloroso...)

"Eu não sou." - até as negações são afirmativas. Descobrir que o "ana" vem do grego, significando negação, me bateu de revés - soco no estômago!
Não sou! - agora me lembro bem que nunca fui. Nunca fui Pessoa: "Não sou nada. Nunca serei nada, não posso querer ser nada.", mesmo assim... Mesmo assim, em estado biológico, afirmo que existo e sem aspirinas, como bem fazia a Macabéa. Eu existo, sem remédios.

Já que rompi a necessidade de ser um algo nomeável, encontrado em prateleiras, agora sou a mais pura negação. Pra algo existir, a gente se baseia no inexistente, no vácuo - Como na física, que estudamos toda a sorte de cálculos em cima de uma realidade abstrata, vazia, oca por si. E eu não sei pra que isso, não iremos ao vácuo comprovar cada fórmula.

E como eu disse no início do blog, tudo começa vindo de um fim. A negação e a antítese surgem de uma tese. E eu já disse tudo que sou ao longo desse papelico - que, pra quem não sabe, significa "escritos sem importância", senhor Aurelinho me disse -, não direi o que não sou, não negarei toda e qualquer existência.


As coisas existem, isso é fato e não posso lutar contra tudo. Mas discordo, simples e fatalmente assim.

Eu sou uma negação. Mas sou, porque é imprescindível ser; é necessário. E as coisas são com a força de todos os universos. E eu sou. E sou de - porque adoro a sensação de pertencer. Como boa capricorniana sistemática, brigona e fria, preciso de um freio. E admiro...
Bem, segredo contado. Eu adoro um pronome possessivo!




- Ouvindo: Elis Regina - Corsário.


"Meu coração tropical
Está coberto de neve, mas
Ferve em seu cofre gelado
E a voz vibra e a mão escreve: Mar
Bendita a lâmina grave
Que fere a parede e traz
As febres loucas e breves
Que mancham o silêncio e o cais
Roseirais! Nova Granada de Espanha!
Por você, eu, teu corsário preso,
Vou partir a geleira azul da solidão
E buscar a mão do mar,
Me arrastar até o mar.
Procurar o mar."

segunda-feira, 9 de março de 2009

Eu e minhas pantufas.

Eu e minhas pantufas amarelas nos arrastando pela casa.
Porque, em plenas três e tanta de uma madrugada, só restamos nós de pé.


"Estico o tapete vermelho: pode entrar!
Não, não tire os sapatos. Sem etiqueta entre nós.
Pode pisar as plantas, o tapete e os meus pés - nem me incomodo mais.
Sem tanta cordialidade; educação pras cucuia!
Sem tanto tato - não precisamos disso.
Eu e minhas pantufas amarelas somos pouco democráticas,
e convenções sociais não nos convencem.
Somos andarilhas e vagantes - eu, fumante.
Somos um mar revolto.
E toda a dimensão do céu.
Cabemos em molduras, cinzeiros, garrafas e vidros tarja-preta.
Somos infinitas.
E o amarelo se torna azul.
Inatingível e azul.
Ou talvez ainda continue marrom;
meio acinzentado, velho, nostálgico, corroído pelo tempo.
Eu em minhas pantufas amarelas
já fomos amigáveis, já fomos desvairadas.
E sobra a ação do tempo, do ar.
Combustão.
E sobramos eu e minha pantufas, não mais amarelas,
e o silêncio de uma cidade adormecida."



- Ouvindo: Britney Spears - Unusual You. Porque ainda me sobra companhia para embalar com a biscate pelo msn. Haha. A gente não vale nada! Nem cachaça barata.
Ai, ai...

All that matters.

Ah, férias! Ê coisa boa!

Não que me faça muita diferença estar ou não de férias, claro. Partindo do princípio que eu, aluna ausente, estava no bar todos os dias; na faculdade, só de quando em vez. Ainda me pergunto como passei nas matérias (ênfase em TCE que só assisti aos 15 minutos finais de uma única aula) sem saber do que se tratavam as problemáticas.
E pra quem quiser falar em "C.R.", verá uma pessoa extremamente mal humorada. Se alguém liga pra esse coeficiente, esse alguém não sou eu. Ou melhor, não fui. Não nesse período.

Eu quero uma coisa que não tem nome. E pra quem não sabe o que quer, qualquer coisa serve. Pelo menos de acordo com um livro, e eu faço questão de discordar. Discordo menos pela minha subversão (afinal, eu discordo até de mim em algumas situações) e mais por desacordo mesmo. Não é porque eu não sei o que quero hoje que qualquer coisa servirá. Vamos ao que serve:

- Me serve beber, dormir, cantar e pular com amigos. Gritando músicas, criando outras e dançando. Falar mal dos que não estão presentes. E rir. Como a gente ri. É quase desesperador, um tanto inofensivo, mas é coisa feita. Serve a gente "óu naite longui", em algum lugar comum, ou incomum. E ouvindo pop e se mexendo como podemos, ou tentamos, já que ritmo não é pra todo mundo e nem requebrado. Serve a gente em complôs e em brigas, e discutindo e se me metendo em assuntos alheios. Serve a gente sem vergonha na cara mesmo e assustando os outros. A gente bebendo na garrafa e daí? A gente trocando de banheiro e contando histórias. Alguns reis do humor e eu a rainha do mau humor. Serve a gente muito diferente e se vivendo bem.

- Me serve fumar e beber café - como agora. E ficar acordada pra assistir desfiles, só pra reclamar - por que, diabos, os estudantes são tão reclamões? -; ah sim, reclamar do cabelo, da postura, do caráter, das ações, do tom de voz, da voz constante... A gente reclama porque tem voz. Porque gostamos. Porque podemos. A gente pode tudo mesmo.
Ou também serve fazer planos mirabolantes. Até o final do ano, nós vamos ganhar na mega sena; vamos nos mudar para Recife; vamos criar uma banda; vamos fazer outro vestibular; vamos beber mais do que o Zeca Pagodinho; vamos fechar boates e fazer hora na praia; dominar o mundo; arrumar um bom emprego; sair de casa e mandar um foda-se bem grande pra todos. Porque a gente sempre quer tudo.

Serve a gente correndo riscos de madrugada e cruzando a cidade à pé; fazendo ziguezague entre os cones no meio da rua de mão dupla. Serve a gente bebendo o que for e onde for - porque a opinião alheia sobre nossos atos não é importante assim.

- Serve voltar pra casa só pra falar com uma pessoa - a pessoa. Serve esperar por isso, mesmo em vão, eu não me incomodo. Serve ouvir ou ler um "eu te amo" e se sentir a pessoa mais importante e feliz do mundo. Como também serve ficar relendo as coisas religiosamente e rindo de boba. Serve sentir saudade de uma voz - que muda nosso dia -, de um sorriso - que faz as coisas darem certo -, de um beijo. Serve eu me desperdiçar - às vezes por bem, às vezes no "amém" - até chegar o dia. Ou serve eu juntar os mundos de cá, com os daí. Juntar todas as pessoas num bem maior, porque a gente faz a diferença. E serve eu perdendo a hora pra tudo, sempre pelo mesmo motivo. !

- Serve beber em casa, na garrafa de vinho e rindo dos outros - a gente tripudiando sobre alguém. Porque somos más. Porque somos mais. E falando mal dos outros, de nós, da vida. Sempre com um pessimismo colossal que assusta Deus e o diabo na terra do Sol. Falando de tudo, protegendo todo mundo e nos protegendo - porque é do signo. A gente brigando, a gente fugindo, a gente se apoiando - porque nem sempre o mundo e as pessoas são boas. A gente com o mesmo ascendente e eu escrevendo de mim e você e você sentindo como eu me sinto. Estranhíssimo isso, como nós. E fazendo vigília, a hora não importa e nem o horário do Brasil. Ou só se abrindo e rindo dos nossos medos - porque somos humanas.

- Serve dar uma de cupido, mesmo que isso resulte em mais problemas amorosos - não pra mim. Serve a gente lendo poemas e escrevendo de dentro pra fora, falando de música. A gente dando a cara à tapa - porque a gente quer mais é isso mesmo. E cuspindo na cara do mundo; quem liga? E dar conselhos sentimentais, ou falar só de bobagens e marcar bares e boates. A gente tentando convencer o mundo no grito, ou gritando pra nos convencer.


- Serve conversar, dar apoio, ou só fazer piada. E falar de coisas grandes e pequenas - como nós. Falar de livros, pinturas e algumas óperas. Serve a gente tentando se ajeitar pra não dar trabalho pros outros.

Serve muita coisa ainda. Ah, se serve...

Mas não serve qualquer coisa.
Serve muita coisa e pouca gente - porque eu não tenho o coração assim tão grande.



- Ouvindo: 30 Seconds to Mars - Attack. Porque a gente ataca o mundo mesmo e não estamos nem aí. Ou ele cai, ou caímos nós.

"Runaway, runaway! I'll attack!
(...)
Your promises
I promise you."


E prometo, de fato. E prometo com força. Porque eu nunca gostei de prometer, mas cumpro sempre o que prometo. E cumprirei...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Um sábado a menos. Um café a mais...

Não sei o que as pessoas tanto fazem se gastando por aí. E isso é sério - como pouca em mim é.

Ou sou eu meio inevitável, meio cretina, meio viciada; eu que nunca sei a hora certa, não uso relógio, não tenho limites, não sou pontual; eu que ando em falta com os outros por pura falta de vergonha, ou de intimidade - essa também se perde com o tempo; eu bebendo café e fumando porque a hora se arrasta e não vou ver Zorra Total; eu com saudades, sem maldade; eu sem palavras e com frases desconexas e sem efeito moral - a minha moral foi comprar cigarros e não apareceu até hoje, nem no Linha Direta; eu sem pijama, que não durmo sozinha na cama e sozinha em casa escura - prefiro; eu sem tesão por festinhas, sem entusiasmos pra blocos e passeatas, disposta em casa e do avesso; eu que sento torta na cadeira, que reajo conforme a música e ando tropeçando pela rua; eu que bebo até cair - de sono -, que fumo até ficar sem ar; eu que não ligo pra convenções, regras e imposições; eu que não sei de tramas, perdi os tremas e não li Saussure. Eu que, quando quero, não tenho; quando posso, descarto e deixo tanto pra depois; eu que discuto bagatelas e reclamo mediocridades; eu que fujo de gente, sou ignorante quando quero e super geniosa. Eu que sou educada, que respeito e não piso em cima e faço o que posso; eu que quero demais, o que não tenho, o que não posso e quem não posso. Eu que não ligo no dia seguinte, que não sei dizer "não", que não sirvo contra a parede; eu que acredito em mentiras, tenho princípios e me falta impulso. Eu que rolei minha playlist, que escangalhei meu som, que queimei meus teclados. Eu que tenho tendência à autodestruição, que não sei manter laços e não gosto de magoar ninguém. Eu que sou irresponsável, imatura, maluca e rebelde sem causa; eu com óculos de sol e fones de ouvido porque não me gasto com o feio. Eu que só respondo chamada, só falo se solicitada e odeio me abrir. Eu que me dou aos poucos - não visível aos olhos de outros. grandes pedaços aos meus -, que observo detalhes e passeio. Eu que ainda tenho pressa, ainda sorrio e acho graça no menos; eu que sou paciente, de cara lavada e inconsequente; eu que não sou misteriosa, mas não faço por onde pra ser entendida, não sou divertida, mas dou os meus pulos.
Pulo linha.
Eu que escrevo pra mim e é necessidade; eu que me dou quando quero e o faço de graça - mas por merecimento -; eu entrelinhas, nessas linhas sempre minhas.
Eu, num sábado à noite, sem nada em mente e bebendo só café. Eu que faço pose de séria, mas sou uma bela piada.
Eu que escrevo e assino - sempre. Eu que não minto. Eu que não prendo. Eu que me abro e me fecho, rapidamente.
Eu que colocarei algo suave e que soe bem aos meus ouvidos.
Eu que leio e-mails fumando e corrijo textos bebendo café. Eu que sou viciada em jogo de cartas, em filmes de drama, em música clássica que reverbera por toda casa e assanha as minhas células mais tímidas. Eu que não me convenço, não me nomeio e não ligo tanto para o que pensam. Eu que ainda escrevo cartas, que cumpro promessas, que inauguro reinos e dou valor a alguém; eu que não chamo a atenção, que não chamo pessoas, que respiro solidão - até acompanhada. Eu que não acredito em destino e odeio coincidências. Eu que sou capricorniana e meto medo em algumas pessoas, que sou pragmática, vidente, adivinha, metódica e cheia de manias. Eu que não sirvo pra casar, mas sei fazer café, até cozinho. Eu que funciono sozinha, mas gosto de companhia - gosto em silêncio. não sei me abrir. Eu que bloqueio, não gosto de coisas supérfluas, vernáculo desgastado, palavras vagas e vãs onde sentimos a ausência da alma na frase. Eu que não preciso de declarações de amor, mas admiro-as. Eu que quero tudo do meu jeito, discordo do mundo e tô sempre certa.
Eu que tô sozinha em casa, num sábado à noite, abrindo a alma.

(Acendo um cigarro. Porque nada que é suficiente me basta.)

Eu que leio livros que ninguém gosta, ouço coisas incompreensíveis, brinco com a palavra - eu acima dela - e acho o Português uma graça, mas odeio regras. Eu que amo porque sim, que quero por querer e meço tudo meticulosamente. Eu que também me decepciono, também desabo e sinto falta; eu que erro muito e me magoo; eu que não sei do clichê; eu que sinto muito - e é muito mesmo. Eu que desafio, que duvido, que pago pra ver! Eu que fujo, descarto canastra, desfaço meu jogo e seguro cartas. Eu que tenho cartas na manga.
Eu que sou tapada, mas não completamente ignorante. Que gosto do meu cabelo dia sim, dia não; que quero estapear o mundo de quando em vez ou acho tudo uma graça. Eu que reclamo, grito, sacudo e deixo passar...
Eu que fico, que fujo, que permaneço - porque verbos de ligação me fodem a cabeça.
Eu que faço miséria, não gosto de guerra e também quero a paz mundial.
Eu que não aprendo, que não ouço e minha teimosia é colossal. Eu que sou megalomaníaca, provinciana, arquetípica, desequilibrada, não convencional.
Sou eu em tons sóbrios ou chamativos, falando pouco e sendo educada. Caduca, velha, briguenta e fujona.


Sou eu que estou com saudades de você. E escrevo, descabelada, qualquer coisa sem nexo que combine com isso. Sou eu com pijama de bichinhos e fazendo caretas. E ficando sem graça... E ficando de graça. Sou eu sem cor e sem coro, sem voz e sem fala brigando com o teclado; eu meio esquizo, esquista, desastrada; eu que limpo os óculos a cada minuto, eu nostálgica e saudosista. Eu meio inversa e de cabeça pra baixo; eu sem começo, sem fim e com estrada noturna. Eu sem medo de leão e contando histórias e inventando outras e falando dos outros e escrevendo cotidianos nada extraordinários. Eu sem cabeça, sem presente de Natal, sem chocolates na Páscoa; eu nada carnavalesca; eu que já fui meio promíscua e não omito, que não me entendo, mas me explico - sempre. Que não desligo primeiro, que tenho minhas vergonhas. Eu em meus mais variados humores - sem ser bipolar -, onde todos gostam de você.

Eu que ainda acho que o mundo tem jeito.


E ouço Beethoven – Love Story. Porque acredito e quero pra já!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

carnaval.

Carnaval! Ah, uma época maravilhosa, todos felizes e comemorando - sabe Deus o que -, pulando, se divertindo... O mundo que espere, é carnaval!


.Odeio folia, odeio blocos, odeio bêbados, odeio promiscuidade, odeio futilidade, odeio o BBB, odeio Paulo Coelho, odeio pagode, odeio funk... E segue até o infinito. Resumindo, odeio essa maldita cultura que louva a ignorância, que aprecia o ilícito e cultua o errado.
Tudo bem, conceitos de "certo" e "errado" são amplos e relativos, variam de acordo com os pontos de vista, de acordo com cada um.
Mas tem que existir algo além, acima disso. Algo que seja comum, que sobressaia, que sugira um certo "controle" a essa sociedade atual.

Pensarei nisso por longos anos e não chegarei a conclusão sequer.

Ah, o carnaval! Uma ótima desculpa para beber, e beber, e beber... E fingir participar de um rodinha, fingir que se tem quatrocentos amigos - como o orkut, que calcula por cima, só por um aceno, somos amigos de toda rede -, várias festas, vários eventos e muito alto astral pra curtirmos e vadiarmos até o Sol apontar atrás dos edifícios centrais e da paisagem cinza e morta que toma conta dos lugares. Tudo em nome do progresso! Temos progresso - tenho dúvida quanto a isso -, mas a ordem ficou sepultada embaixo de tanto arranha-céu.

O mais interessante é pensar que o país gasta tanto pra ter cinco dias de folia, é muito dinheiro investido nesse "progresso". O progresso da Sapucaí, ou melhor, analisando o quesito "evolução". Ta aí, um que eu nunca entendi, a tal da evolução da escola. O que evolui, em que, e quando?
Bem, as escolas tem evolução e o país está em progresso, pelo menos de acordo com o nosso Excelentíssimo presidente da República. Outro fato que me chama a atenção, um homem que só tem a quarta série representar essa república pro mundo. Um cara que não sabe resolver uma equação de segundo grau quer me falar o que é progresso, falar de emprego, de população, de impostos... "Impostos". Acho que essa palavra é auto-explicativa, é imposto a toda a sorte de desgraçados brasileiros pagar uma baba pra um filha da puta subir num palanque e falar que estamos em progresso. Estamos progredindo pro fundo do poço, só se for. Não me admiraria se lêssemos certo molusco em garrafais no rodapé de um livro. "Qual é? Não seja preconceituosa com o cara. Duvido que você faria melhor que ele."
Pois é, eu não faria melhor que ele. Mas fiz o meu melhor e não votei nele. Não votei nele porque eu não sou flamenguista, não sou católica, não sou funkeira, não sou sambista em época carnavalesca, não leio Paulo Coelho, não assisto BBB, odeio best seller e confraternizações sociais. Porque acho que o carnaval não é uma comemoração, porque o Natal não é ação de graças, porque na Páscoa as pessoas se importam só com chocolate, porque a semana santa é uma putaria e todos acham que só por não comerem carne, sem pecados.
Porque tudo é moda. Porque as pessoas inventam moda e ser desequilibrado é charme hoje em dia. Escrever em tiopês é coisa de "cool", de gente "in" ("in" que?), e dos super legais.

Ah, o carnaval! Pessoas bêbadas caindo em cima de todos, comemorando alguma coisa e tendo todas as atitudes mais ilícitas sendo escusadas. Porque é carnaval, não há pecado no carnaval.

Alguém "miacode"!


Mas é carnaval, o Lula é presidente, toda festa toca funk, todo lugar passa Big Brother, em cada esquina as pessoas se comem. "A ignorância é o maior peso que a Terra suporta" e o Brasil tem dado tudo de si nessa competição, creio estarmos bem na frente.



Ouvindo: Angela Rorô - Quero Mais.

"Para que eu não enlouqueça
Me rouba a razão
Para que eu não adoeça
Me mata de paixão
O amor é ópio coração
Quero, insana, mais uma ilusão."


, quero mais uma ilusão, quero mais eu, você, nós., menos televisão, menos latim, mais teoria, menos vingança, menos distância, menos ausência e mais presença, quero você aqui, você em outro lugar, comigo, menos frieza, menos volume mais poesia mais música, mais jazz, mais orquestras, ...


Agora eu vou beber, porque é carnaval! E eu sei que todo carnaval tem seu fim - amém!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

hoje, segunda-feira.

Porque, geralmente, as pessoas acordam de mal com o mundo nas segundas.
Acordei falastrona.
Poderia falar, por exemplo, que hoje é segunda e faz um dia lindo aqui; falar também que tenho toda semana de provas e não estudei, e não me interesso e nem sei o que cairá - reprovarei por falta ou incompetência? Posso escolher -; falarei que hoje é 16 e já passamos a metade do mês. Digo que ando evitando contatos sociais, mas isso não é novidade pra mim e nem pra ninguém. Ou que estou vendo uma beleza excepcional em tudo, em mim e em você, que acho - ainda! - que tudo se ajeita e o mundo gira, e gira and so on...
Falando em girar, posso dizer que o círculo é a imagem do perfeito, do ideal e do infinito, a vida é cíclica. Tudo gira, mas eu estou sóbria.
Posso dizer que sinto saudades. Mas isso é bobagem, uma daquelas que eu faço questão de cometer - bem como "errando e sabendo que vai dar errado" -, e cometo. Estou, de fato, com saudades. E já.
Diria que... Diria. Direi.

Fica tudo entre mim e você e todos. Todos...

A semana não será divertida e isso não é pessimismo.


"Bona fortuna!" Porque eu abandonei o latim, mas ele me perseguirá.


"Looking for. And I found... So what?"


(Ouvindo: Jon Secada - Just Another Day) - Porque sou antiga, saudosista, nostálgica e sinto saudades. A música diz isso tudo, diferente de mim.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

e mais nada.

E acendo um cigarro - preciso de inspiração.
Inspiração para...? Sabe Deus! Ou nem Deus sabe - o que é bem possível, improvável, porém possível.


Impagável!
Minha vida é, de fato, impagável.

Cansei de rasuras, rabiscos e corretivos. De passados batendo nas portas, ventos e desequilíbrios entrando pelas janelas, frestas e portas fechadas. Certo, pelo menos fazem companhia.

- Malditos ciclos conspiratórios, passados reincidentes, verdades eloquentes e gritos. E processos naturais, realidades divergentes, quadros pós-modernos, pagode contemporâneo, livros imorais, pessoas limitadas e que não valem o tempo, desgastantes, insatisfeitas, insuficientes, duras e não maleáveis. Mundo sem chão onde tudo é possível e tem preço, e fácil demais. E tipos de tudo, coisas nomeáveis (cadeiras são cadeiras e ponto. Pro diabo as cadeiras e os pontos!) e indiscutíveis. Tudo tão igual, tão mesmo... Fazer coisas pra mudar tudo e não poder - porque tudo é amplo e é sempre igual -, e não dever, já que todos se satisfazem com o que é, do modo que é e com quem é.
Só sei que não vou chegar a certa idade e pensar que tudo "foi apenas um sonho", ou delírio. Porque eu não tenho limites, tenho metade e quero o dobro e não me satisfaço com pouco. Curioso isso. As pessoas devem se acostumar, se acomodar, mas eu não. Que seja nada, mas não a metade. E eu quero tudo até as últimas consequências! Nada por pouco, que seja tudo por nada. Já não existem mais guilhotinas, que mal há em se arriscar um pouco?
Teimosia ou pretensão, mas talvez as coisas tenham jeito. E se não tiverem... Eu também não tenho. E insisto. Insisto. Assim fica elas por elas.
Ou eu por tudo...



"You and your words;
You and your world.
You and your life - in my walls, all over the house.
And I'm here, just waiting..."


Porque não há o que ser dito e nem escondido. Embora eu me esconda sempre, mais de mim que de tudo. E de tudo em mim, e de mim num todo.

E mais nada.
Ou tudo, vá saber.


E eu ainda tenho fichas para apostar. Algumas. Todas.



[Ouvindo: Cássia Eller - Luz dos Olhos. E eu sei o porquê.]


E lá vem o carnaval, ah uma bomba nesse sambódromo, nessa putice e toda falta de vergonha. Pelo menos eu bebo, poderia ser bem pior. E vou torcer pra Viradouro. Ê!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"seja como for...

Viramos 2009.

Virei uma pedra de gelo - que quer derreter; fica mais hilário ainda dados os fatos.

Tá, cansei de falar de coisas improdutivas - tipo eu -, quero fatos! Vamos a eles.

Hoje fui riscada da lista de presença da faculdade por ser uma aluna ausente. Dane-se também! Não serei jubilada daquela espelunca mesmo. É impressionante o poder que as pessoas querem exercer sobre as outras. E elas não têm culhão pra isso, não comigo.

Serei processada por calúnia e difamação, ou darei uma de "Judas". Pela pessoa, eu seria a melhor judia-judiada da face da Terra; por mim... Bom, eu sempre pago pra ver.

Esse ano promete fortes emoções!

Não fiz promessa pra entrar ano, não pulei ondinha, não joguei flores e nem adjacências. Pelo contrário, no humor que andei, só não afoguei Iemanjá e todas as pessoas na praia por inviabilidade - o primeiro, por ela não ser o que eu chamo de "possível vítima" do meu mau humor anual; o segundo por eu não ter paciência nem pra desejar boas entradas (pausa para o duplo sentido. rá!), quiçá afogar seres humanos.

atualizando pra me atualizar e não me esquecer que vivemos por horas e minutos (que clichê arrependido!) e eu ainda vivo.

Poesia porque somos humanos, desequilíbrio porque não somos eternos. Ou sejamos, fomos, seríamos, seremos. E eu nem ligo pra conjugação, sintagma, complemento relativo e o diabo - aqui entra certa fúria com a gramática, a linguística e comigo, já que não me interesso por elas.

Espaço para agradecimentos/discursos diretos:

.Feliz 29,999... anos ao Júlio. E só dou parabéns porque passou da meia noite; porque eu não sei agradecer e nem parabenizar uma pessoa. E isso nem é bacana.
.Um muito obrigada por um certo presente que ganhei - e adorei. E você acertou no gosto.
.Uma resposta a uma certa leitora assídua (UHAHUAHUUHAUHAUHAUH) em forma de post. ;P
.E eu embrulhada em papel de presente...


Eu e o Gary Moore ainda temos os blues para você.



... mas seja."