Porque a Bete balança na madrugada, junto comigo!
E vamos seguindo alguma coisa!
Não tenho ideologia e ouço Cazuza. Quem sabe assim eu adquira uma. Rá! Até parece... Bem, eu não preciso de ideologia pra viver, nem de canudo, nem de promessas. Só de umas poucas loucuras esmagadas entre um dia e outro, um quê de autodestruição (talvez seja assim, a reforma acabou com minha ignorância elíptica), umas rimas bobas e umas invenções macabras. Preciso de coisas fora do lugar, esparramadas pelo sofá, de falas rasgadas e outras extremamentes pensadas - por fim, caladas - e uma companhia que valha a minha insanidade diária e honorária.
Sem aquilo de "não quero dinheiro, quero amor sincero" porque o tempo não para! Amores sinceros, falsos, biscates, entorpecentes... Paixões cadelas e embaralhadas, das mais destrutíveis possíveis. Um pouco de tudo é necessário, me foi necessário para ser o que sou hoje, não que isso seja bom, mas é alguma coisa.
Não vou falar de política, nem de religião, tampouco de futebol (embora eu esteja orgulhosa do Vascão!), quiçá economia. Tá, só uma palavrinha, já que puxei economia: lembrem-se de não financiar apartamento seguindo a tabela Price. Só se tiverem muito dinheiro para apostar... É aquilo: a gente acaba devendo a alma e o resto do corpo também. Mas como eu não tenho um puto no bolso, não penso em comprar mansões, carrões ou coisas do tipo. Tá, tenho os meus delírios, assumo! Mas não revelo...
Dica dada, porque ainda leio jornais e bulas de remédio.
. Dizem por aí .
"Dizem por aí que só valem os clássicos, complexos.
Valho eu, que sou nada disso!
Valemos nós e só isso importa.
Vale a gente por aí, cantarolando e tecendo novos rumos aos prismas do destino.
Ou dando outros sentidos às frases mais clichês
[porque, segundo Clarice, o amor está nas entrelinhas].
Para sempre e até amanhã!
Vamos borrar o céu de vermelho, porque assim não corremos riscos à toa.
A vida nos corrói...
Meros pronomes pessoais sem uso e sem lugar no espaço.
E dizem por aí que o mundo não para por nossa causa.
Dizem por aí.
Dizem por aí...
Depois de perder tempo com tantas águas e correntes contrárias,
[planos furados, vidros quebrados]
nada mais move o moinho, nem as mais bravias.
Diria aos sete céus que só tenho dois olhos e eles ainda escolhem
o que querem ver.
Nós em algum lugar. Na serra, no frio.
Paisagem.
Na cidade escaldante, num tempo corrido.
Serragem.
Em qualquer amanhã e depois, aqui acolá, soprando com a brisa.
Miragem.
Dizem por aí, utopias em planos astrológicos não mentem.
[Nem eu.]
Dizem por aí:
- Balela!
Nós temos nosso tempo-espaço-conjugação,
sem predicados e nem outras pessoas e objetos.
E as minhas aglutinações são de e para.
Tudo esquematizado e extremamente pessoal
[da minha pessoa para a sua]
e só.
Dizem e dizem e que digam mil vezes mais!
Que o mundo dê voltas e rodopios,
guardo meus olhos para olhar os seus.
Porque te espero,
com braços de cais."
Porque às segundas de madrugada eu fico extremamente sentimental. E chacoalhando bem - e com ritmo -, a gente até tira algo que daí (ou não). Chacoalhar é a nova tendência e serve para tudo! Porque a gente inventa e se diverte; podemos fazer o que quisermos mesmo...
Se isso não for convincente, não sei mais como ser...
- Ouvindo: Cazuza - Maior abandonado.
"Eu tô pedindo a tua mão,
me leve para qualquer lado.
Só um pouquinho de proteção
a um maior abandonado."
me leve para qualquer lado.
Só um pouquinho de proteção
a um maior abandonado."
"Se isso não for convincente, não sei mais como ser..."
ResponderExcluirIsso é bem coisa de caprica. Somos frios, nos declaramos ao nosso modo e queremos que o mudo compreenda. Coitados - ou não.
Tua,
Tira.
Extremamente delicado...
ResponderExcluirAdorei "braços cais"...
Poxa, Juro que pelo ao menos 1 vez na semana tenho que dar uma fuxicada aqui. Já te disse e nao custa repitir. Acho que vc está na profissão errada. Vc escreve muito bem! Tinha que aproveitar esse seu lado!
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