Puxando pelas memórias do Vic, entrarei na brincadeira. E que Deus me dê a mão!
Segredos... Eu tenho todos, guardo vários e sinto um raro e excessivo medo de mim e de comentá-los com os outros .- Seria isso um dos segredos? Não, ainda não me preparei espiritualmente para entregá-los de mão beijada.
Dividi-los-ei em dois grupos de três. Porque sim; porque eu tenho TOC com o número três. Pro diabo! Eu tenho tantos TOC's quanto posso; não vou nem enumerá-los.
Cigarro em mãos; vamos ao que (não) interessa:
- De um modo meio obscuro, eu me protejo e me forjo em uma imagem auto-suficiente. Não que eu seja assim, dependente, mas as pequenas coisas me atingem forte. E eu sorrio pra disfarçar, pra não chorar, pra concordar. Bebo pra esquecer e porque gosto. Tá aí, o fígado e os pulmões são as coisas que mais gosto em mim - sendo putamente sincera -, eles, diferente de mim, encaram qualquer coisa, sem medo e sem terror.
- Sou saudosista e nostálgica. Embora não seja segredo, eu não revelei e nem me assumi assim, mas fico pensando no passado, no que eu era, como, por que e com quem era. Saudosista porque tenho certo receio em encarar muitas coisas novas, pessoas e amizades. E sim, é por puro medo de sofrer.
- Eu inovo quando não sei fazer as coisas. É bem aquilo, quando a gente não sabe, inventa. Mas sou um tanto quanto arrogante e prática com as coisas (que são e tem que ser práticas). Por exemplo, se alguém fez uma tramóia mirabolante, creio também poder fazê-la.
Altos e baixos da minha estima, que não é "auto" e nem "in, é "out". Porque eu lido muito melhor com o exato que com o subjetivo, com o fato, com o que é. E sei tirar os sentimentos (meus) das situações.
Outro grupo de três, porque aprendi a respeitar as minhas loucuras, todas. Aprendi a me respeitar.
- Me considero um meio termo instável (instável sim, porque nem no meio termo tenho estabilidade). Faço algo relativamente bem em um dia; faço a mesma coisa de modo razoável no outro. E nem é essa de "pular de galho em galho" - mesmo porque, eu odeio essa coisa de pulos e saltos no escuro -, tá mais pra um "estar mais suscetível às coisas adversas em dias diversos".
- Digo também que me imagino tendo um futuro brilhante, uma profissão apaixonante e me divertindo loucamente. Porque eu preciso de adrenalina; preciso ficar acordada até de manhã; preciso beber até não ter mais como (seja por falta de força, falta de dinheiro, falta de espaço no fígado, falta de bares abertos). Isso tudo é porque eu não tenho limites. Quando quero, quero com força. Tendências e teimosia o suficiente para adorar dar murros em ponta de faca.
- Sou uma bela duma preguiçosa. Deixo de fazer muitas coisas por isso. E não tenho atitude para nada. Nos poucos casos que a tenho, me arrependendo loucamente. Porque detesto, tanto quanto posso, demonstrar sentimentos e fragilidades. Isso tudo resulta na cara carrancuda e de poucos amigos - só me restam os bons.
E é isso. Pagamos pra ver. Mas não conheço tantas pessoas que se exponham desse modo, com a nossa filosofia "cara é pra bater". E não serão todas, falo com certeza de causa, que nos darão chance e levarão a mercadoria toda. Infelizmente, comigo é assim: ou tudo, ou nada. E eu não sirvo em banho-maria, o que é uma pena, pois já servi...
- Ouvindo (loucamente, porque nada aqui é normal) uma música que me resume por completo: Maria Rita - Cara Valente.
"Não, ele não vai mais dobrar,
pode até se acostumar; ele vai viver sozinho.
Desaprendeu a dividir.
Foi escolher o mal-me-quer,
entre o amor de uma mulher
e as certezas do caminho.
Ele não pôde se entregar, e agora vai ter de pagar com o coração.
Olha lá, ele não é feliz.
Sempre diz que é do tipo cara valente.
Mas, veja só, a gente sabe;
esse humor é coisa de um rapaz, que sem ter proteção,
foi se esconder atrás da cara de vilão.
Então, não faz assim, rapaz, não bota esse cartaz,
a gente não cai não!
Êê, ele não é de nada!
Óia! Essa cara amarrada é só um jeito de viver na pior
Êê, ele não é de nada!
Óia! Essa cara amarrada é só um jeito de viver nesse mundo de mágoas."
Com algumas e necessárias mudanças de artigos, pronomes e substantivos para o feminino.
Ser vi
Há 3 meses
Ai Anna, queria escrever bem assim! Tá de parabéns!
ResponderExcluirEscrever sobre sí é dangerosíssimo, cuidado.