terça-feira, 17 de março de 2009

Menos, mas...

"Guarde o segredo que te quero,
e conte só os seus pra mim.
Faça de mim o seu brinquedo,
você é meu enredo vem pra cá.

Te quero,
te espero.
Ah! Não vai passar,
O amor não falta, está.

Você pensa em mim,
eu penso em você.
Eu tento dormir,
você tenta esquecer.
Longe do seu ninho, meu andar caminho.
Deixo onde passo os meus pés no chão.
Sou mais um na multidão.

O mar de sol no leito do lar
e nem um rio pode apagar.
O amor é fogo e ferve queimando.
Estou ferido agora eu sigo te amando,
você pode acreditar.

A mesma carta, o mesmo verbo
em sonho, só viver pra ti.
Quem tem a chave do mistério,
não teme tanto medo de amar."


- Mais um na multidão.


E eu que nem da multidão faço parte... Mas sou apaixonada por essa música, nem sei o motivo, mas sou.

"Você pensa em mim, eu penso em você..."
Ah! É porque tudo muda quando a gente perde o medo de sentir as coisas, sempre. Digo por mim, claro, já que sempre fugi de relacionamentos (de todos os tipos, sem exceção).
Mas, às vezes, dá uma vontade de arriscar...
E eu me arrisco.

Afinal de contas, pra que raciocínio lógico? Eu faço Letras mesmo...



Ah sim, recordando certo papo no bar - não que eu seja frequentadora assídua de bares, não é isso, mas a gente tem que aprender com as situações mais diversas -, dizem que a língua é o chicote da alma. E quem sabe manuseá-la consegue tirar o que quer, quando e como quer de uma pessoa.
Outra coisa que discordo - já que discordo de tudo mesmo, até um clichê dizer isso -, sempre achei que os sentimentos estivessem acima das palavras e dos vernáculos, continuo achando. É outra dimensão.
Ou sou eu que não sei me expressar e não gosto de me aprofundar muito com todas as pessoas. É possível, bem viável.
Mas, mesmo assim, sempre tive tudo estampado na testa - quer isso seja bom, quer seja ruim.


E o Clodovil morreu... Não direi que sinto muito - nem poderia -, mas não gosto muito da idéia de "não-existência" de quem quer que seja.

De um modo engraçado, me sentindo como se nada me prendesse, como se eu pudesse fazer o que quisesse, ir aonde desejasse.
Estranho, estranho. Um tanto quanto surreal.


- Ouvindo: A musiquinha acima e Deborah Blando - Innocence.

2 comentários:

  1. Tenho que formalizar o que já havia dito. Me empreciono a cada dia com o que você escreve. parabéns. Vc se expressa muito bem! Vem da alma. Isso fica claro quando a gente lê.

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  2. Ontem mesmo eu estava ouvindo essa música, e eu nem sabia que tu gostava - e nem tinha lido este post.

    Tua,
    Tira.

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