Ah, férias! Ê coisa boa!
Não que me faça muita diferença estar ou não de férias, claro. Partindo do princípio que eu, aluna ausente, estava no bar todos os dias; na faculdade, só de quando em vez. Ainda me pergunto como passei nas matérias (ênfase em TCE que só assisti aos 15 minutos finais de uma única aula) sem saber do que se tratavam as problemáticas.
E pra quem quiser falar em "C.R.", verá uma pessoa extremamente mal humorada. Se alguém liga pra esse coeficiente, esse alguém não sou eu. Ou melhor, não fui. Não nesse período.
Eu quero uma coisa que não tem nome. E pra quem não sabe o que quer, qualquer coisa serve. Pelo menos de acordo com um livro, e eu faço questão de discordar. Discordo menos pela minha subversão (afinal, eu discordo até de mim em algumas situações) e mais por desacordo mesmo. Não é porque eu não sei o que quero hoje que qualquer coisa servirá. Vamos ao que serve:
- Me serve beber, dormir, cantar e pular com amigos. Gritando músicas, criando outras e dançando. Falar mal dos que não estão presentes. E rir. Como a gente ri. É quase desesperador, um tanto inofensivo, mas é coisa feita. Serve a gente "óu naite longui", em algum lugar comum, ou incomum. E ouvindo pop e se mexendo como podemos, ou tentamos, já que ritmo não é pra todo mundo e nem requebrado. Serve a gente em complôs e em brigas, e discutindo e se me metendo em assuntos alheios. Serve a gente sem vergonha na cara mesmo e assustando os outros. A gente bebendo na garrafa e daí? A gente trocando de banheiro e contando histórias. Alguns reis do humor e eu a rainha do mau humor. Serve a gente muito diferente e se vivendo bem.
- Me serve fumar e beber café - como agora. E ficar acordada pra assistir desfiles, só pra reclamar - por que, diabos, os estudantes são tão reclamões? -; ah sim, reclamar do cabelo, da postura, do caráter, das ações, do tom de voz, da voz constante... A gente reclama porque tem voz. Porque gostamos. Porque podemos. A gente pode tudo mesmo.
Ou também serve fazer planos mirabolantes. Até o final do ano, nós vamos ganhar na mega sena; vamos nos mudar para Recife; vamos criar uma banda; vamos fazer outro vestibular; vamos beber mais do que o Zeca Pagodinho; vamos fechar boates e fazer hora na praia; dominar o mundo; arrumar um bom emprego; sair de casa e mandar um foda-se bem grande pra todos. Porque a gente sempre quer tudo.
Serve a gente correndo riscos de madrugada e cruzando a cidade à pé; fazendo ziguezague entre os cones no meio da rua de mão dupla. Serve a gente bebendo o que for e onde for - porque a opinião alheia sobre nossos atos não é importante assim.
- Serve voltar pra casa só pra falar com uma pessoa - a pessoa. Serve esperar por isso, mesmo em vão, eu não me incomodo. Serve ouvir ou ler um "eu te amo" e se sentir a pessoa mais importante e feliz do mundo. Como também serve ficar relendo as coisas religiosamente e rindo de boba. Serve sentir saudade de uma voz - que muda nosso dia -, de um sorriso - que faz as coisas darem certo -, de um beijo. Serve eu me desperdiçar - às vezes por bem, às vezes no "amém" - até chegar o dia. Ou serve eu juntar os mundos de cá, com os daí. Juntar todas as pessoas num bem maior, porque a gente faz a diferença. E serve eu perdendo a hora pra tudo, sempre pelo mesmo motivo. Rá!
- Serve beber em casa, na garrafa de vinho e rindo dos outros - a gente tripudiando sobre alguém. Porque somos más. Porque somos mais. E falando mal dos outros, de nós, da vida. Sempre com um pessimismo colossal que assusta Deus e o diabo na terra do Sol. Falando de tudo, protegendo todo mundo e nos protegendo - porque é do signo. A gente brigando, a gente fugindo, a gente se apoiando - porque nem sempre o mundo e as pessoas são boas. A gente com o mesmo ascendente e eu escrevendo de mim e você e você sentindo como eu me sinto. Estranhíssimo isso, como nós. E fazendo vigília, a hora não importa e nem o horário do Brasil. Ou só se abrindo e rindo dos nossos medos - porque somos humanas.
- Serve dar uma de cupido, mesmo que isso resulte em mais problemas amorosos - não pra mim. Serve a gente lendo poemas e escrevendo de dentro pra fora, falando de música. A gente dando a cara à tapa - porque a gente quer mais é isso mesmo. E cuspindo na cara do mundo; quem liga? E dar conselhos sentimentais, ou falar só de bobagens e marcar bares e boates. A gente tentando convencer o mundo no grito, ou gritando pra nos convencer.
- Serve conversar, dar apoio, ou só fazer piada. E falar de coisas grandes e pequenas - como nós. Falar de livros, pinturas e algumas óperas. Serve a gente tentando se ajeitar pra não dar trabalho pros outros.
Serve muita coisa ainda. Ah, se serve...
Mas não serve qualquer coisa.
Serve muita coisa e pouca gente - porque eu não tenho o coração assim tão grande.
- Ouvindo: 30 Seconds to Mars - Attack. Porque a gente ataca o mundo mesmo e não estamos nem aí. Ou ele cai, ou caímos nós.
"Runaway, runaway! I'll attack!
(...)
Your promises
I promise you."
E prometo, de fato. E prometo com força. Porque eu nunca gostei de prometer, mas cumpro sempre o que prometo. E cumprirei...
Ser vi
Há 3 meses
Depois desse post eu quero ver tu virar do avesso pra tentar me convencer que isso aqui não deve mesmo continuar.
ResponderExcluirHahahaahahahahahahaha
=***
Eu acho que vi uma tirana perdida por esse post.
ResponderExcluirA-do-rei.
Tua,
Tira.