terça-feira, 6 de maio de 2008

Qualquer coisa...

Depois de começar - ou terminar - temos que dar continuidade ao fato. Mas como? Se a vida é tão imparcial?

Há quem prefira terminar e se solucionar sozinho. Há quem não saiba ser sozinho e precise de companhia para chegar ao mesmo denominador comum – inexistente.

Há quem diga que o tempo cura tudo. Amores unilaterais, mal resolvidos, mal criados. Tem até quem pense que o tempo cura o incurável. Pois não cura – sinto dizer. O tempo é tudo (ou nada – como quiserem), absoluto e relativo. O tempo é só o que temos por e contra nós. Nada além disso.

Com ele aprendemos muito – a duras penas – sobre nós e sobre o mundo. Ações podem gerar reações intermináveis que se estenderão e nos acompanharão por toda a eternidade. A eternidade não existe. Mas nem o mundo “real” nos assusta tanto quanto ela.

Mais um gole de café, mais um trago, mais uma palavra de paz. Pronto! Tudo perfeito e contínuo. E reticente...

Ensinam que retas se estendem pelo infinito. Ensinam que o universo é infinito. Deus e sua benevolência também o são. E lidar com o infinito é a pior parte. Não há começo nem fim. É tudo inclusivo e feito só de desenvolvimento.

A noite é sem lua, embora tenha várias estrelas. Mas talvez – só e simplesmente -, o universo tão infinito se choque e exploda aqui, do lado de dentro. Causando mais um Big Bang, que não formará planetas, galáxias ou teorias superlativas.

Não, meu “Big Bang” não forma coisa alguma. Só o inominável, indescritível. Só o que não há – e nem permite – gravidade, rotação e translação. Só o que não há forma, nem equação. Só o que não posso escrever.

É, essa força foi criadora de sistemas num universo todo infinito. Criadora da vida – de acordo com a ciência e discordo disso. Mas só foi catalogada uma vez. Há tanto tempo atrás.

Eu lido com ela diariamente, concomitantemente, e me afasto até do que aproximo. O contrário também acontece.

Talvez um dia digam algo da garota que carregava o infinito dentro de si e que formava e destruía planetas, diariamente. Ou não digam coisa qualquer.

Só o tempo dirá. Enquanto meus dias ainda forem de acordo com esse relógio e esse mundo todo vivo.

(Cantarolando: Dança da Solidão – Paulinho da Portela, ou da Viola – como quiserem. Porque se tudo tende ao caos, ainda posso argumentar. Mas, no final, só a solidão nos acompanha – por opção, ou não. E dancemos juntos!)

3 comentários:

  1. "O tempo, o tempo...
    Esse algoz às vezes suave, às vezes mais terrível.
    Demônio absoluto conferindo qualidade a todas as coisas.
    É ele ainda, hoje e sempre, quem decide.
    É por isso a quem me curvo cheio de medo e erguido em suspense me perguntando qual o momento... qual o momento preciso da transposição.
    Que instante... que instante terrível é esse que marca o salto.
    Que massa de vento?! Que fundo de espaço concorrem para levar ao limite? O limite em que as coisas já desprovidas de vibração deixam de ser simplesmente vida na corrente do dia-a-dia, para ser vida nos subterrâneos da memória..." (LavourArcaica)

    Já postei esse trecho no meu blog, mas não custa deixá-lo aqui tb. Ele acaba comigo. O final então, parece uma sentença de q podemos fugir de tudo e todos, menos da nossa estúpida memória (ora santa, ora algoz). E vambora q a via-crúcis é o caminho...(só resta saber pra onde, se bem q o "onde" nessas alturas do campeonato, é o q menos importa, ao menos pra mim...)

    Au revoir

    ResponderExcluir
  2. P.S.: Pq o q mais me importa AGORA é o caminho a ser percorrido, e olha q ele tá sendo fudido demás!

    ResponderExcluir
  3. o tempo é o verdadeiro trabalho do ser humano, aguentar o tempo, "matar" o tempo. é o tempo que manda nas formiguinhas operárias aka nós.

    acho que encontrei outro "diário" que vais ser de visita obrigatória.

    bjo, linda.

    ResponderExcluir