Mea culpa.
- Sem desculpas.
Hoje o dia não vai tão agradável, ou vai ver é a minha cabeça que dói até cansar.
(Pausa para o café-cigarro. Sim, porque são inseparáveis e insubstituíveis.)
- Pronto!
E a Cyndi Lauper usa todo o seu potencial vocal para gritar em minhas caixinhas de som "Girls Just Wanna Have Fun". E eu discordo! Pro inferno, Cyndi Lauper! E sete vezes que é pra me dar sorte (eu preciso de sorte, embora não acredite nessa palavra). Eu não quero me divertir, só quero paz - tipo um "descanse em paz"; no meu caso, viver em paz - porque os dias têm sido enlouquecedores. En-lou-que-ce-do-res! (Será que ainda sei separar sílabas?)
É aquilo: A gente se abre e nada e ninguém fecha - pessoa nenhuma pode fazer isso -, nem nós.
(Agora o Fred Mercury urra "Save Me" na minha cabeça. É, Fred, eu concordo contigo; mas ninguém te salvou também, caro, e nem me salvarão...)
Primeiro vem um siso e se pensa: Ok, pode rasgar a minha boca, pior que estou, não fico. De buracos que são feitas as peneiras. E eu... Eu também. E, de repente, não mais que de repente, o primeiro convida o segundo que traz umas aftas pra formarem casais.
Chega a dor de cabeça e o diabo deve estar rindo da minha cara. Eu rio também, sou pessoa educada.
(Esse "post" não fará nenhum sentido. Não se pode esperar sentido de uma pessoa que não o tem. Mas escrevo porque me pediram - tão educadamente =] - e eu não nego coisa alguma a pouquíssimas pessoas.)
Ainda é tempo de morangos! Porque o tempo é agora. E entre o segundo passado e o seguinte, entra o presente; o presente é só o que temos. Presente de presente! (Pra não esquecer que não sou uma pessoa divertida; pra me certificar que não vivo de sonhos.)
Ratificando: Minha culpa, porque não meço os detalhes e nem o que minha atitudes causarão em mim ou em outra pessoa. Sem desculpas, porque nada justificaria, como não justifica.
Mas ainda resta a vida, pela janela, aí, aqui, por todos os lados. Tudo é vida e existe algo que nos prenda e nos faça lutar - pelo que quer que seja: morrer, viver, amar, "just for fun", crescer... - e a gente luta. Eu luto por não saber perder (sou má perdedora até os dentes), tu lutas, ele luta. E vamos rumo ao que for. (Acaso, destino, inevitável. Embora a minha vida não seja um jogo de dados; embora eu queira que fosse...)
E eu abro mão de pequenas coisas por detalhes. Abro mão de coisas grandes por outras que passariam despercebidas. Abro mão de mim... E dessa vez nem é por masoquismo, tenho causa nobre e responderei em tribunal se for solicitada.
A gente vai ficando de ficar e quando vê, já não sabe, não quer ou acha que nenhum motivo vale tanto quanto estar. E não volta... Não hoje.
"Não se afobe, não,
que nada é pra já.
Amores serão sempre amáveis.
Futuros amantes, quiçá,
se amarão sem saber
com o amor que eu, um dia,
deixei pra você."
Chico Buarque - Futuros amantes. Porque isso traduz o que eu não consigo dizer.
Ser vi
Há 3 meses
"Não se afobe, não,
ResponderExcluirque nada é pra já.
Amores serão sempre amáveis.
Futuros amantes, quiçá,
se amarão sem saber
com o amor que eu, um dia,
deixei pra você."
Lindo isso, lindo!
Mas enfim, nada justifica. Nem neles, nem em nós. Nem por eles, nem por nós. Nem pra eles, nem pra nós - pelo menos na minha psicótica opinião.
Mas somos más. E isso de alguma coisa TEM que nos adiantar.
Bisous
Tua,
Tira.
"Não se afobe, não,
ResponderExcluirque nada é pra já.
Amores serão sempre amáveis.
Futuros amantes, quiçá,
se amarão sem saber
com o amor que eu, um dia,
deixei pra você."
Lindo isso, lindo! [2]
=]